O Universo e os Sentidos


     Quando o sentido de observar se aprimora, por consequência, o sentido de ouvir se aprimora, e quando o sentido de ouvir se aprimora, por consequência, o sentir se expande, e você sente o universo em você, e em torno de você. Quando você aprimorar tudo isso profundamente, o próprio universo, que é inteligente, se encarrega de colocar em seu caminho, o conhecimento que lhe tornará sábio.

    Quando pensamos no sentido de observar, sendo nós, parte integrante do universo, é óbvio que não estamos separados do todo. Tudo se interliga, tudo está atado, e devemos interagir com tudo, assim, já dizia Imhotep, o pai das ciências e das pirâmides escalonadas. Jesus, em seu tempo também dizia, olhai os lírios do campo! Ele sabia que o observar profundo das coisas, assim como, para dentro de nós mesmos, é a primeira porta para a expansão de todos os outros sentidos.

     Pensando nisso, escolhi a coruja, como simbolo do observar, não superficial, mas profundo, de todas as coisas. A coruja,  além de ser a ave soberana da noite, e possuir a capacidade de girar a cabeça em torno do pescoço em um ângulo de 270º,  e enxergar no escuro, para os egípcios e outros povos da antiguidade, ela representava mistério, inteligência, conhecimento, e por consequência, sabedoria. Ela representa, a porta que abre todos os outros sentidos que devemos expandir, para bem, evoluir. 

    Tanto os egípcios, quanto os gregos, entre outros povos antigos, consideravam a noite, assim como, o outono e o inverno, que são épocas sombrias e escuras, os melhores momentos para a introspecção, reflexão, abertura para os pensamentos filosóficos, e para certos dons, tais como, os de vidência, e clarividência. Na mitologia Egípcia, por vezes, a coruja aparece personificada em forma de uma Deusa, conhecida como Neith e também Nit, Net, Neit, que é a deusa da guerra e da caça, Deusa inventora. criadora de Deuses e homens, e também divindade funerária. 


     Já na mitologia grega, a coruja aparece como símbolo da Deusa Athena que acredito ser uma versão da Deusa Egípcia Neith, sendo também conhecida como, Palas Atena ou Minerva para os romanos, Deusa da sabedoria, da estratégia em batalha, da justiça, das artes, da habilidade, e da civilização. 


  Imagem: Museu do Louvre,  século II
                                                        
             

                                                 
     Se formos pesquisar com profundidade a história, veremos que a coruja vem sendo destacada, desde o despontar das civilizações, sendo encontradas em destaque desde os Sumérios, ficando óbvio para nós, que esses povos, queriam nos chamar a atenção para determinadas coisas, e entre elas, a sabedoria, por isso, destacaram muito a coruja entre outras coisas, tais como, o olho de Hórus, que tudo vê, ou glândula píneal, mas isso, é outro assunto.  Por hora, aprendamos então, com as corujas, elas são nossas melhoras professoras, no que toca ao sentido de observar. 

 Quem adquire a sensibilidade de observar, adquire também sabedoria e ciência, 
pois mesmo na escuridão,consegue ver além, um campo de infinitas possibilidades.

Paz e luz meu povo!
Miriam Ávila


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